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domingo, 13 de abril de 2014

Informações Úteis sobre eletricidade

Pequenas mudanças nos hábitos diários e uso dos aparelhos eletrodoméstico
 podem reduzir a sua conta de luz no final do mês. 
A importância de controlar o consumo está não apenas em economizar
 dinheiro, mas também em evitar o desperdício.
 “Daqui a 300 anos, a vida será diferente. Nossos netos vão reclamar da
 nossa geração, que foi a primeira a conhecer o problema das mudanças
 climáticas e do uso da energia e ainda não deu sinais definitivos de que
 vai resolver o problema”, afirma Agenor Gomes Pinto Garcia, consultor 
em eficiência energética e autor do livro Leilão de Eficiência Energética 
no Brasil.

Para esclarecer os dez principais mitos e verdades enviados pelos
 leitores, ((o)) Eco conversou com o professor Garcia e também 
com o especialista em economia de energia da Universidade Estadual 
de Campinas (Unicamp), professor Gilberto Jannuzzi. 

 As lâmpadas fluorescentes são mais econômicas do que as 
incandescentes (amarelas)? E as lâmpadas de LED?

Numa escala de mais a menos econômicas e eficientes, os especialistas
 destacam as lâmpadas de LED, em primeiro lugar, seguidas das
 fluorescentes – compactas e tubulares, e, por último, as incandescentes.
 No entanto, se compararmos o preço pago pelo consumidor na hora da
 compra da lâmpada, a diferença significativa do valor do produto leva
 muitas pessoas a comprarem as lâmpadas amarelas. “Como regra geral,
 deve-se evitar o uso das incandescentes, que são baratas, mas cuja energia 
gasta custa caro ao final do mês”, explica Garcia.

Como as de LED ainda estão em desenvolvimento, o seu valor na hora 
da compra ainda não proporciona uma relação positiva de custo
 (preço da lâmpada) x benefício (energia economizada) para a 
maioria da população. Assim, optar pelas fluorescentes ainda é a melhor
 escolha.

2. Computadores: o que gasta menos energia, deixar ligado 24h ou
 ligar e desligar cada vez que vai usar? E com o monitor do computador,
 é o mesmo procedimento?

Se o tempo de pausa entre um uso e outro do computador for pequeno,
 em torno de 15 minutos, por exemplo, não vale à pena ligar e desligar 
todos os componentes. Apenas desligar o monitor, que consome 
bastante energia, já ajuda na economia. Agora se as pausas entre os 
usos forem longas, mais de uma hora, os especialistas aconselham
 desligar tudo. Outra opção é programá-los para entrar em modo de
 espera ou desligamento automático após uma hora sem uso, para o 
caso de o usuário esquecê-lo ligado. Se puder optar entre um computador
 e um laptop ou notebook prefira esses últimos, que são muito mais
 econômicos.

 O mito de que ligar e desligar os aparelhos e as lâmpadas consome
 mais energia do que manter ligado é verdade?

É relativo, segundo os especialistas, pois dependerá do tempo que você
 os deixar ligado desnecessariamente. Segundo Garcia, a melhor prática
 é apagar a luz sempre que sair do aposento, “pois nunca se sabe ao 
certo quanto tempo vai se passar fora”. Ele explica que, embora haja 
um pico na hora do ligamento, sua duração é mínima (energia é sempre 
a composição de potência e tempo), então a energia gasta é desprezível. 
No entanto, Jannuzzi lembra que a questão pode ir além do consumo 
de energia, mas sim na vida útil do equipamento. “Quando o intervalo
 for muito pequeno, no máximo 15 minutos, é melhor deixar a luz 
ligada (se for fluorescente) para não fazer a mudança de temperatura 
da lâmpada. Você vai consumir um pouco de energia, mas prolongar
 a vida útil do equipamento, que é prejudicado pelo liga e desliga intenso”, 
explica. 

 O chuveiro é mesmo o vilão da conta de luz? 

A característica dos chuveiros elétricos é consumir muita eletricidade 
em um período curto de tempo. Os dois fatores mais importantes são
 a potência do equipamento e o tempo de banho. “Atualmente temos 
chuveiros de até 12.000 watts, que, durante o banho, equivalem a
 200 lâmpadas acesas ao mesmo tempo”, relata Jannuzzi. No sul 
do Brasil, onde faz mais frio e usa-se os chuveiros no modo inverno,
 a média de consumo desse equipamento costuma responder por
 cerca de 1/3 do consumo de eletricidade de uma residência. 

Para economizar é preciso tomar banhos mais curtos ou ter outro 
sistema para aquecer a água, como a energia solar. Dependendo 
do custo do gás na região, a energia solar pode ser uma opção eficiente. 

5. O microondas também é um dos grandes consumidores de 
energia elétrica em casa?
O microondas é outro exemplo de aparelho com grande potência,
 mas com curto período de utilização – demora-se menos esquentando 
um copo de leite ou um prato de comida do que tomando banho. 
Por isso, não costuma pesar muito na conta de luz. “A menos que 
se tenha o mau hábito de usá-lo para cozinhar, em vez de só para
 aquecer, seu consumo não é tão alto. Conheci uma pessoa que o 
usava só pela preguiça de lavar panelas. Nesse caso, é melhor 
lavá-las, com certeza!”, esclarece Garcia.

 Chuveiro e ar-condicionado 220 volts gastam menos energia
 que os de 110 volts?

Os especialistas afirmam que a diferença no consumo de energia 
entre aparelhos 220 volts e 110 volts é pequena e não afeta de 
maneira significativa o consumo. No entanto, Jannuzzi destaca que
 em 220 volts os equipamentos vão funcionar melhor, ter um bom
 desempenho, além de prolongar a sua vida útil.

 Abrir a geladeira várias vezes ao dia gasta mais energia? 

O grande problema nessa questão da abertura da geladeira é
 muito mais o tempo que se gasta com ela aberta do que a quantidade
 de vezes que se abre a porta. Claro que a cada abertura há uma 
troca de calor do interior do equipamento com o ambiente, que está 
mais quente, e se gasta mais energia para resfriá-la em seguida. 
Dessa forma, quanto menos tempo a porta for mantida aberta, mais
 economia de energia será feita. 

Outro desperdício muito comum em geladeiras decorre do desgaste 
da borracha vedadora, por onde o ar frio escapa e o ar quente entra.
 Para testar se sua geladeira está em boas condições, coloque uma 
folha de papel e feche a porta: se conseguir retirar a folha com a 
porta fechada está na hora de trocar a borracha.

 Ao usar o ferro de passar roupa, é melhor passar muitas peças a 
cada vez ou todo dia passar uma peça?

A maior parte da energia gasta ao passar a roupa é na hora de 
esquentar o ferro. Uma vez que o ferro esteja quente é melhor
 passar a maior quantidade possível de roupas. O professor 
Garcia destaca a semelhança entre o ferro e a máquina de lavar roupas:
 “Ela deve ser usada sempre próxima à sua capacidade máxima para
 economizar água e energia. Pesar o lote de roupas com uma balança
 é uma boa maneira de verificar se a quantidade separada é ideal”.

 É mito ou não que os aparelhos que mantemos plugados na tomada,
 mesmo quando desligados, continuam gastando energia? 

É verdade! O professor Jannuzzi ressalta que “a melhor opção de
 economia é desconectar os aparelhos da tomada, pois mesmo os 
melhores equipamentos, nessa situação, consomem 1 watt/hora.
 Cada aparelho conectado consome durante o ano todo 8,7 quilowatts.
 Como pagamos cerca de 40 centavos por quilowatt/hora 
(preço no Rio de Janeiro), isso representa um gasto próximo de 
4 reais/ano por aparelho”.

Garcia lembra que o apelido desse desperdício é “energia vampira” 
e que ela já preocupa os responsáveis pelas políticas energéticas.
 “Cada um gasta um pouquinho, porém, como hoje em dia há muitos
 aparelhos, a energia gasta no total acaba sendo significativa”.
 Uma dica para aparelhos relacionados, por exemplo TV, DVD,
 modem de TV a cabo ou satélite – é liga-los todos a uma só régua 
de tomadas. Basta desligar a régua ao fim do dia para economizar. 

 Quando chamar o elevador, faz diferença chamar apenas um 
deles ou quantos tiver no andar? Elevadores, afinal, gastam muita energia?

Os especialistas garantem que faz diferença no consumo de energia
 chamar mais de um elevador ao mesmo tempo, e que esse gasto, por 
estar diluído nas contas de condomínio, passa despercebido. 

Uma boa prática é deixar só um elevador ligado durante a noite ou
 ter equipamentos que fazem com que só um elevador se desloque a 
cada chamada. Por seu lado, o usuário deve sempre evitar chamar 
vários elevadores ao mesmo tempo. Outra boa alternativa é usar as 
escadas sempre que possível, pois além de poupar energia elétrica,
 diminui-se o sedentarismo.

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